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Como vender uma boa pauta? O que todo mundo quer ler? Estamos enxergando as demandas das diferentes gerações?

  • Foto do escritor: Luciana Santos Tardioli
    Luciana Santos Tardioli
  • 7 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura

Estive no Summit Press 2025, evento de comunicação corporativa, com foco em assessoria de imprensa, idealizado pela assessora Lu Pimentel e patrocinado pela Press Manager.

Segundo o 2º Censo Brasileiro das Agências de Comunicação da Abracom, realizado em 2023, o mercado conta com cerca de 1.145 agências, distribuídas entre os mais variados tipos e portes. Em contrapartida, o Atlas da Notícia mapeou, também em 2023, 14.444 veículos jornalísticos em atividade no Brasil,  sendo que os meios online são 5.245 e correspondem a 36% do total.

A grosso modo, 1145 disputam espaço para seus clientes em 14.444 veículos, certo? Seria, mas acontece que estamos sempre em busca do Valor Econômico, Estadão, Veja e afins...

Brincadeiras à parte, sem dúvida, há preferência para veículos tier 1, como são chamadas as mídias de massa como essas eu citei, mas uma boa estratégia de comunicação deve sempre levar em conta, em primeiro lugar, o objetivo de negócios do cliente, como bem destacou Vera Lucia Rodrigues no painel “Assessorias”. O que isso significa? Que é preciso saber onde está o cliente do nosso cliente. De repente, uma matéria em um veículo especializado, como uma revista médica, será bem mais efetiva para uma clínica do que o Valor Econômico. Eu, que atendo uma empresa de saúde animal, sei o quanto é importante para meu cliente ter seus produtos mencionados em veículos veterinários. Não que o Valor não seja importante; ele é. Mas deve ser parte da minha estratégia e não o todo.


UMA BOA PAUTA SE FAZ COM...


Outra palestra que me chamou bastante atenção foi da Diretora de Projetos Especiais da CNN Brasil, Ellen Nogueira, que nos explicou como identificar ou criar uma boa pauta nesses novos tempos de notícias multiplataforma. Ela lembrou que as equipes, agora, trabalham para todas as mídias simultaneamente e que devemos levar isso em conta ao desenvolver a pauta. Replico abaixo as dicas de um post que fiz sobre a palestra dela:

💡Fique atento ao factual. O que está “trendando” no Brasil e no mundo e que pode ter sinergia com os negócios das marcas que você atende?

💡Para isso, use ferramentas como o Google Trends e o NewsMap, por exemplo

💡Faça a conexão de forma clara (e sem forçar a barra)

💡Escreva as palavras-chaves no título do release e do assunto do seu e-mail com a pauta

💡Lembre-se que as matérias devem dar audiência ao veículo: você leria o tema que está pautando e do jeito que está pautando?

 💡As equipes jornalísticas são responsáveis por todos os meios - tv, podcast, rede social, site … por isso, vale pensar em como a sua pauta pode reverberar em cada um deles

💡Pense em pautas que possam levar interação com o público, inclusive gerar enquetes nas redes

💡Entregue ao jornalista: texto curto, lide pronto, título chamativo

💡Por último, mas não menos importante: conheça o veículo e o jornalista que está pautando. Realmente tem a ver com o que você está sugerindo? Não queime cartucho à toa.


O QUE TODO MUNDO QUER É...


Uma boa história...

Por fim, quero comentar um pouco sobre a palestra do Igor Peixoto, editor-chefe do SBT News.

Igor contou que o escritor Charles Dickens já percebeu, lá trás, como segurar a curiosidade das pessoas contando histórias por capítulos mensais que eram veiculados em fascículos.

Hoje, apesar da efemeridade da informação, ainda queremos boas histórias. Seguimos curiosos e ávidos por elas, senão, não teríamos parado para saber quem matou Odete Roitman (ainda que você não tenha assistido a um capítulo da novela, certamente você sabe quem (não) matou via redes sociais!).

Segundo Igor, e eu endosso, todo mundo quer:

Informação I Opinião I Conteúdo de qualidade I Vídeo, áudio, texto I Entretenimento

Ele também falou das especificidades da geração Z, que representa 20% da população e já nasceu em um mundo hiperconectado. Sem dúvida, essa geração consome notícia de outra forma e nunca terá o hábito de comprar um jornal impresso na banca... Veja mais nas fotos a seguir:

 


Meu único SENÃO à palestra do Igor é que, em 2024, os 50+ representaram 27% da população e 24% do consumo total dos domicílios brasileiros, segundo o Data8 (da Cléa Klouri )Ou seja, os 50+ já estão em maior número do que a Gen Z e a tendência é que a economia prateada se sobreponha à economia da moçada (com perdão do trocadilho).

As marcas estão atentas a isso? Sabemos como os 50+ consomem notícias?

Enfim, a ideia aqui não é colocar uma geração contra a outra, mas lançar um olhar mais atento sobre a nova realidade que se apresenta e combater de vez o preconceito contra idade, como bem preconiza o Movimento BStory (do Eduardo Cesario Ribeiro , Paulo José Marinho e Daniel Marinho ) do qual faço parte.

Uma comunicação com propósito passa por: atender marcas íntegras e traçar a melhor estratégia para o cliente disseminar sua mensagem; combater preconceitos e vieses, compreender o espírito do tempo em que vivemos e ... buscar mudar o mundo para melhor.

Bora mudar o mundo pra melhor?


 

 
 
 

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